
Síndrome atópica cutânea felina
Alergia do gato
A síndrome atópica cutânea felina (a alergia do gato) não é uma doença de um único atendimento - você trata, melhora e ficará curado - não acontece dessa forma.
É uma doença crônica, que exige acompanhamento ao logo da vida do gato.
Consultas e retornos, ajustes de medicamentos, mudança de dieta, controle de ectoparasitas, alguns pacientes irão precisar de terapia por toda a vida.
A relação do médico veterinário com o responsável do gato tem que ser de confiança, credibilidade, troca de informações e muitas orientações.
A síndrome atópica cutânea felina é uma doença inflamatória, desafiadora, crônica, que tem controle, muitas vezes não tem cura.
O responsável deve ser orientado a seguir com o acompanhamento por muito tempo, a retornar com seu gato nas diversas consultas. Não abandonar o tratamento. Precisa de um olhar veterinário ao longo da vida.
A alergia do gato não se trata em uma única consulta.
Lembrem que não é porque o gato ficou ótimo na primeira consulta que estará curado para sempre. Ele poderá entrar em crises, precisará de novas abordagens e muitas vezes, a medicação será por muito tempo.
Síndrome atópica felina é doença para ser acompanhada, não é de um único atendimento.
Síndrome Atópica Cutânea Felina


A síndrome atópica felina (SAF) representa os distúrbios de hipersensibilidade caracterizados por uma apresentação clínica altamente diversa, incluindo a pele, sistema gastrointestinal e respiratório.
O termo “síndrome atópica felina” (SAF) abrange uma variedade de doenças alérgicas em gatos, os quais incluem a síndrome atópica cutânea felina, asma/doenças respiratórias e doenças gastrointestinais que podem estar associadas a uma hipersensibilidade a alérgenos ambientais, alimentos e à dermatite alergica a picada de pulgas.
Dentre esses distúrbios está a síndrome atópica cutânea felina (SACF), na qual a hipersensibilidade é tipicamente associada a alérgenos ambientais, apesar de alimentos poderem coexistir.
Semelhante à dermatite atópica em cães, o diagnóstico da síndrome atópica cutânea felina é clínico, ou seja é baseado nos sinais clínicos compatíveis e na exclusão de outras doenças com características clínicas similares.
A eliminação de pulgas/alergia à picada de pulgas, de outros parasitas, infecções e da alergia alimentar é mandatória antes de fechar o diagnóstico da SACF.
A síndrome atópica cutânea felina (SACF) é uma dermatopatia desafiadora para os médicos veterinários, pois não tem cura e o objetivo é reduzir o prurido e as lesões nos felinos.
As doenças alérgicas cutâneas em gatos apresentam diversos padrões cutâneos, não tendo apenas um padrão específico.
A síndrome atópica cutânea felina apresenta quatro padrões cutâneos:
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dermatite miliar
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alopecia/rarefação pilosa auto-induzida por lambedura excessiva
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prurido em cabeça e pescoço
-
complexo granuloma eosinofílico
Devido a essa apresentação clínica altamente heterogênea, o diagnóstico da SACF pode ser desafiador.
O diagnóstico é baseado nos sinais clínicos, nas lesões cutâneas compatíveis e na exclusão de outras doenças com características semelhantes.
O tratamento tem como objetivo minimizar e controlar a coceira,
a inflamação, combater as infecções secundárias e prevenir as recidivas.
Não há cura para a síndrome atópica cutânea felina.
O objetivo do tratamento é reduzir a gravidade e a
frequência das crises alérgicas.
A imunoterapia alérgeno-específica é uma alternativa a longo prazo para reduzir a frequência, a intensidade das crises e a utilização de medicamentos.


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